Petições online geram desencontro e dúvidas. Sinteps pondera sobre mau uso das mídias e reafirma posição sobre EAD e defesa da vida e do emprego dos trabalhadores

Os inesperados e complexos tempos que estamos vivendo, sob uma pandemia que coloca em isolamento social bilhões de pessoas em todo o mundo, trazem desafios e angústias para todos. Sem vacinas e sem medicamentos efetivos para tratar a doença, a quarentena tem sido a única via para minimizar a disseminação da Covid-19.


Com as escolas fechadas para atividades presenciais, o ensino remoto (EaD)passou a ser a alternativa imposta pelos governos para a manutenção dos calendários letivos.


Estes primeiros parágrafos têm o objetivo de situar uma polêmica que se abriu junto à comunidade acadêmica, especialmente nas ETECs, com a divulgação de petições online, tanto em defesa da suspensão do EaD e do calendário letivo, quanto em defesa de sua manutenção. Em todos os casos, tais petições são assinadas por nomes incompletos e não trazem o aval de nenhuma entidade representativa de estudantes ou de trabalhadores. Ou seja, não traduzem posições coletivas e discutidas amplamente nas categorias de trabalhadores e dos estudantes.

 

A posição do Sinteps

O Sinteps foi contatado por muitos professores, servidores e até estudantes, com dúvidas e preocupações de toda natureza. Some-se a isso o mau uso das redes sociais por setores interessados em promover a confusão e atacar o Sindicato, tentando imputar-lhe posições as mais diversas. No entanto, o Sindicato não é autor e nem está orientando pela assinatura de nenhuma delas. Veja porquê:


Historicamente, o Sinteps soma-se aos que rejeitam o ensino à distância (EaD) como substituto à educação presencial. As críticas são muitas: aulas online não têm a mesma efetividade pedagógica que as presenciais, muitos professores não estão preparados para adotar o EaD e não têm estrutura material adequada, uma larga parcela dos estudantes têm acesso precário às tecnologias, entre outros problemas. Além disso, sabemos que o uso do EaD em larga escala agora abre um precedente perigoso para quando passar a pandemia, pois os governos podem tentar impô-lo como regra, e não como exceção. Já em 2017 e 2018, o Sindicato posicionou-se contra e denunciou a reforma do Ensino Médio, que entre outros ataques já ampliava a oferta de matérias da Base Nacional Comum em EaD.


Por outro lado, o Sindicato também considera essencial a defesa da garantia do emprego dos trabalhadores do Centro Paula Souza. Diante de um governo como o atual, que não tem qualquer consideração pelos servidores públicos e, em especial pela educação pública, é preciso cuidado. A simples suspensão do calendário letivo pode ser usada como pretexto legal para demissão em massa de professores.


O Sindicato tem colocado todas estas preocupações nas seguidas cobranças à Superintendência e ao governo estadual, sempre com o objetivo de defender os direitos dos professores, servidores administrativos e auxiliares de docente, bem como daqueles que recebem os nossos serviços: os estudantes. Todas as iniciativas da entidade são amplamente divulgadas para a comunidade por meio de notícias, boletins e, mais recentemente, com o uso das lives. Tudo está disponível em www.sinteps.org.br


Em live realizada no dia 7/5, a presidente do Sinteps, Silvia Elena de Lima, e o advogado da entidade, Augusto Bonadio, falaram em detalhes sobre os problemas que cercam o teletrabalho e o EaD, fornecendo orientações valiosas aos trabalhadores. Clique para acessar.