Descaso com a vida: Centro pressiona trabalhadores com ameaça de anotação de falta em caso de não retorno presencial. Atente às orientações do Sinteps

Em comunicado emitido em 28/5/2021, a URH do Centro Paula Souza dá instruções para o retorno das atividades presenciais nas ETECs a partir de 7/6/2021. O documento foi expedido logo após a cassação da liminar (em 26/5) que o Sinteps havia obtido e que garantia a suspensão do retorno presencial até que a pandemia de Covid-19 esteja sob controle.

O comunicado da URH reforça as instruções para os que já estavam afastados legalmente (grupos de risco ou que convivem com pessoas nesta condição, e gestantes, mesmo se já tiverem sido vacinados). No item 5, para os demais (administrativos, auxiliares de docente e professores), independentemente de estarem vacinados ou não, institui o retorno a partir do dia 7 de junho, “obedecidos os dispositivos legais municipais” e “todos os protocolos sanitários estabelecidos pelo Centro Paula Souza”. Diz o documento, ainda, que pode ser adotado, para os administrativos, o regime de revezamento, “contudo, sem a redução da jornada diária de trabalho”.

Ao final, o comunicado informa que as ausências dos servidores previstos no item 5 “deverão ser lançadas como faltas nos apontamentos de frequência”.

 

Pressão contra a greve sanitária

Trata-se de uma evidente pressão sobre os trabalhadores, frente ao chamado do Sinteps pela adesão à greve sanitária. Como o retorno presencial traz iminente risco à vida, em meio ao descontrole da pandemia no estado e no país, o Sindicato vem conclamando todos os que forem obrigados a retornar presencialmente a se recusarem e seguirem no trabalho remoto. Para isso, a orientação é baixar a declaração de adesão à greve, preenchê-la e enviá-la à direção da unidade, com cópia para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., declarando-se em greve sanitária a partir de 7/6.

Caso a ameaça de anotação de falta se concretize, o Sinteps orienta os grevistas a suspenderem, inclusive, o trabalho remoto. Posteriormente, como fez em todas as greves da categoria, o Sindicato buscará negociar os dias parados com o empregador.