Sinteps soma-se a entidades da educação e reivindica vacina para todos. Escolas não podem reabrir sem controle da pandemia

A entrevista coletiva concedida pelo governador João Doria em 24/3/2021 teve como ponto alto o anúncio da inclusão dos profissionais da segurança e da educação básica no plano imediato de vacinação contra a Covid-19, respectivamente com início em 5/4 e em 12/4.

Entre o pessoal da segurança pública, serão imunizados 180 mil policiais miliares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e integrantes das guardas civis municipais.

Em relação à educação, a medida inclui os profissionais das redes pública e privada de todo o estado que atuem em escolas da educação infantil ao ensino médio, com idade a partir de 47 anos. Segundo material divulgado pelo governo, serão alcançadas cerca de 350 mil pessoas, entre professores e servidores administrativos, o que corresponde a 40% do total.

A inclusão da educação no plano de imunização é uma tentativa de minimizar a rejeição à reabertura das escolas em meio ao recrudescimento da pandemia de Covid-19 no estado e no país. No entanto, a medida é absolutamente insuficiente para garantir um retorno seguro das aulas presenciais.

Na atual fase da pandemia, com as novas variantes do SARS-COV2 circulando de forma descontrolada, as estatísticas mostram que os mais jovens já estão sendo acometidos, inclusive com gravidade e óbitos. A vacinação de uma parcela dos profissionais da educação não impede os altos riscos de contaminação para a parcela não vacinada e para os estudantes, que continuarão levando o vírus para casa. Estamos no pior momento desde o início da crise sanitária em março de 2020, com mais de 300 mil mortos no país, sendo 69 mil no estado de São Paulo. O sistema hospitalar está em colapso ou muito próximo disso, com doentes morrendo sem conseguir acessar uma vaga de UTI.

Neste cenário, o Sinteps soma-se a outras entidades representativas da educação, como a Apeoesp, para reivindicar:

- Vacinação ampla para toda a população, com a aquisição de imunizantes pelo Ministério da Saúde. Que o governo federal abandone a política negacionista e passe a agira efetivamente para suprir o país com as vacinas necessárias à proteção das pessoas e retomada da atividade econômica; 

- Vacinação para todos os profissionais da educação, de todas as faixas etárias, da educação infantil à superior;

- Retorno às atividades presenciais nas escolas somente num cenário de controle da pandemia.

 

Essencial é a vida

O Sinteps continua pressionando a Superintendência do Centro Paula Souza por condições seguras para todos nas ETECs e FATECs. Embora as aulas presenciais estejam suspensas, com a retomada do ensino remoto, foram mantidas perigosas brechas contra os funcionários técnico-administrativos.

A orientação oficial do Centro prevê que as ETECs e FATECs “deverão manter suas atividades diárias presenciais para atendimento aos serviços administrativos essenciais; para tanto, poderão organizar suas equipes em sistema de rodízio, e divulgar os horários de atendimento à comunidade escolar”.

A orientação é muito ampla e dá margem a todo tipo de abuso. Sabemos que há direções locais com bom senso, preocupadas com a segurança e a vida de todos, e que definirão como essenciais apenas os serviços indispensáveis e que não possam ser realizados remotamente. Mas também sabemos que há muitos que são mais realistas que o rei, alguns pequenos tiranos, que não prezam pelo respeito à vida, determinando presenças desnecessárias.

O Sindicato defende que TODOS sejam remetidos para o trabalho remoto, à exceção daqueles absolutamente indispensáveis aos serviços essenciais, como é o caso da manutenção de plantações e animais nas unidades agrícolas. Ainda nestes casos, é possível estabelecer rodízios e formatos que protejam os trabalhadores o máximo possível.

 

GREVE SANITÁRIA = Trabalho remoto!

Se forem forçados ao trabalho presencial sem que isso seja absolutamente necessário, os servidores técnicos e administrativos devem reagir, aderindo à GREVE SANITÁRIA convocada pelo Sindicato. Ou seja, devem recusar o trabalho presencial e seguir no remoto. Para isso, a orientação é baixar a declaração de adesão à greve, preenchê-la e enviá-la à direção da unidade, com cópia para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

ESSENCIAL É A VIDA!

CONTEÚDOS SE RECUPERAM. A VIDA, NÃO!