Se depender do governo Tarcísio, em 2025 não haverá reajuste e nem plano de carreira. 19 de março é dia de greve e de colocar o bloco na rua!
A pedido do Sinteps, o superintendente do Centro Paula Souza, Prof. Clóvis Dias, recebeu diretores da entidade na tarde de 13/2. Ele esteve acompanhado de vários assessores; o Sindicato foi representado por sua presidente, Silvia Elena de Lima, e pelos diretores Renato de Menezes Quintino, Neusa Santana Alves, Denise Rykala e Felipe Chadi.
O objetivo foi entregar ao superintendente um resumo das principais demandas da categoria, mostrando como cada uma andou até o momento, conforme havia sido solicitado por ele na reunião anterior. Além disso, saber como está a tramitação da revisão da carreira e sobre as perspectivas de negociação em torno à Pauta de Reivindicações 2025. Silvia informou que a Pauta está sendo discutida nas unidades e será fechada no dia 25/2 (clique para ler mais); após isso, a entidade quer uma reunião para protocolar o documento e iniciar as negociações.
Logo no início da reunião, a presidente do Sinteps perguntou se procede a informação que circulou em algumas unidades, de que o superintendente teria se reunido com o governador Tarcísio de Freitas e ouvido dele que “nada de reajuste ou carreira este ano”. O Prof. Clóvis disse que não houve nenhuma reunião com o governador e sim com alguns secretários, ente eles o da Casa Civil, Arthur Lima, com quem tratou do orçamento do Centro Paula Souza; os valores orçados para a instituição em 2025 são menores que em 2024, o que projeta dificuldades para a manutenção da instituição. Sobre o orçamento, veja vídeo publicado pelo Sinteps em janeiro/2025.
A seguir, veja o que disse o superintendente sobre alguns dos pontos elencados pelo Sindicato. O documento tem outras demandas importantes, além das listadas abaixo, como a reivindicação de licença sem vencimentos para todos, atualização profissional, pagamento de plano de saúde institucional, benefícios dignos (vale alimentação, por exemplo), manutenção dos auxiliares docentes na carreira docente, promoção direta para todos, entre outras. Clique para acessar.
Carreira: O superintendente confirmou a informação já levantada pelo Sinteps, de que o projeto elaborado pelo Centro está sendo analisado pela Secretaria de Gestão e Governo Digital. A perspectiva é que, feita a análise pela Secretaria, o projeto retorne ao Centro com pedidos de explicações e/ou de alteração de pontos. Os representantes do Sinteps reforçaram a enorme expectativa da categoria pela aprovação da nova carreira e o desejo de que a Superintendência atue para agilizar a tramitação da proposta. (Obs.: sobre a mobilização pela carreira, leia mais abaixo).
Reajuste salarial: O Prof. Clóvis disse não ter conhecimento de nenhuma discussão no governo estadual sobre reajuste salarial. Os representantes do Sinteps criticaram o arrocho imposto pelo governo, ao mesmo tempo em que os deputados aprovam reajuste para si próprios e discutem fazer o mesmo para o salário do governador e seus secretários. Destacaram ainda que, na proposta de Pauta 2025, que está sendo discutida entre os trabalhadores, a reivindicação é de pagamento de 14,98% na data-base (março) e um plano de recuperação de perdas anteriores.
Situação dos comissionados: Sobre reorganização da estrutura de cargos e funções, a partir da reforma administrativa aprovada na Alesp a pedido do governador Tarcísio de Freitas, o superintendente disse que o assunto ainda está em suas mãos para análise junto com a equipe. Ele acredita que na próxima semana deverá divulgar a definição de como ficarão os cargos comissionados no Centro. O objetivo, segundo ele, é atuar para que o prejuízo (corte de funções ou cargos) seja o mínimo possível. Haverá um tempo para que as pessoas que, porventura, venham a ser desligadas, procurem uma nova função; os que têm função no Centro poderiam voltar aos postos originais. A expectativa da Superintendência é que a situação se defina até o final desse primeiro semestre.
Pontos com possibilidade de solução interna: interstício entre jornadas, número de aulas diárias, atribuição
Conforme consta no documento entregue ao superintendente no início da reunião, com farta argumentação legal, o Sinteps quer resolver duas demandas (que constam na pauta todo ano) que não trariam custo ao empregador. Trata-se de: 1) redução do intervalo entre jornadas, mediante solicitação expressa do trabalhador, a cada semestre, com intervalo reduzido de 11h para até 8h; 2) possibilidade de até 10h aulas diárias, considerando que elas somam 8 horas (jornada máxima permitida). O superintendente pediu aos assessores presentes na reunião que estudem melhor a questão, com o objetivo de atender ambas as demandas.
Outra questão diz respeito à atribuição de aulas nas ETECs. A presidente do Sinteps relatou que a entidade recebe muitas queixas durante a atribuição. “É comum que as direções desrespeitem a disponibilidade de horários dos docentes e, pior, desrespeitem a classificação docente, impondo um horário escolar pronto e acabado, “convidando” os docentes insatisfeitos a pedirem redução de carga horária”, disse Silvia. O superintendente solicitou à sua assessoria que avalie as regras vigentes e proponha possíveis mudanças.
Abono complementar/Piso do Magistério: Vicente Mellone Júnior, Coordenador Técnico da Unidade de Recursos Humanos (URH) do Centro, reafirmou que os retroativos referentes ao abono complementar devido aos docentes que estão abaixo do Piso Nacional do Magistério devem ser pagos nos holerites de início de março (mais tardar nos holerites de abril, se houver algum atraso na unidade). Trata-se ainda das diferenças relativas ao Piso Nacional de janeiro/2024. O valor já foi reajustado novamente, em janeiro/2025 (passou de R$ 4.580,57 para R$ 4.867,27), mas não há informação de quando será pago. O Sinteps pediu urgência no cumprimento da lei e garantia dos direitos dos docentes do Centro.
Uso de celular: Os dirigentes do Sinteps cobraram uma resposta do superintendente ao ofício da entidade, que questiona a interpretação arbitrária dada por algumas direções de unidade, que estão proibindo professores e funcionários de usarem celular na unidade (clique para ver matéria). Ocorre que as novas leis proíbem apenas o uso para os estudantes da educação básica, garantindo ainda a utilização em atividades didáticas previamente organizadas. Embora o comunicado emitido pelo Centro seja bem claro sobre as novas regras, o Sinteps solicitou uma nova orientação para o assunto, para que não pairem dúvidas. O superintendente concordou com o pedido e incumbiu sua assessoria de fazê-lo.
19/3 é dia de greve nas unidades e ato em SP: ‘Desengaveta o plano, já!’
As informações recebidas pelo Sinteps durante a reunião com a Superintendência, em 13/2/2025, reforçam o que todos nós já sabemos: sem pressão e mobilização, nosso plano de carreira vai “repousar” por muito tempo nas gavetas do Palácio dos Bandeirantes.
O Sinteps chama a categoria para um dia de greve, em 19 de março, para pressionarmos pelo andamento da revisão da carreira, por efetivas negociações sobre a nossa Pauta 2025 (reajuste, carreira, direitos) e para lembrar que não queremos enrolação com o Bônus Resultado este ano.
Clique aqui para ver todos os detalhes sobre a greve em 19/3, dia em que vamos parar as unidades e, também, realizar um ato público em SP. Fique atento às divulgações do Sindicato.


