Em 12 de maio, vamos parar novamente, por carreira, salário, bônus, benefícios dignos e investimentos em infraestrutura
As ETECs e FATECs estão se preparando para um novo dia de greve, em 12 de maio, convocado pelo Sinteps com o objetivo de impulsionar a luta pela revisão da carreira, reajuste salarial, melhorias nos benefícios, pagamento do bônus resultado e mais investimentos na infraestrutura das unidades.
Muitos trabalhadores, especialmente os mais novos na instituição, sabem pouco da história da categoria. Não sabem que já tivemos greves memoráveis, que trouxeram conquistas importantes. Nesta matéria, vamos mostrar algumas. Que elas nos inspirem a lutar cada vez mais, pois este é o caminho para condições de trabalho e salários mais dignos. Confira:
Em 2004, uma forte greve, que contou com a solidariedade ativa dos estudantes e se estendeu por cerca de 80 dias, conquistou um reajuste salarial de 10%. Em 2005, ainda como produto da mobilização do ano anterior, o governo anunciou novos reajustes (diferenciados, apesar do protesto do Sinteps), de 20% aos docentes e 11% aos funcionários.
Em 2011, após uma greve de 30 dias, com adesão de 60% da categoria, veio uma nova conquista salarial (11% para todos), progressão automática nas faixas iniciais dos docentes e auxiliares docentes, equivalência para algumas das funções administrativas, entre outros. Foi uma greve de grande repercussão, na capital, litoral e interior, com vários atos públicos, passeatas, assembleias, reuniões com pais e alunos, idas às Câmaras de Vereadores e Assembleia Legislativa etc. O governo tratou de conceder reajuste nos dois anos seguintes: 10,2% em 2012 e 8,12% em 2013.
O ano de 2014 foi marcado pela histórica greve que conquistou a carreira no Centro Paula Souza. A promessa de implantação havia sido feita em 2011, mas só se tornou realidade com a greve em 2014, que alcançou 110 unidades na capital, litoral e interior. Além de obrigar o governo a desengavetar a carreira, o movimento conseguiu forçar a inserção de algumas melhorias no projeto original que foi à Assembleia Legislativa:
- Exclusão da avaliação de desempenho na promoção (evolução vertical);
- Fim da limitação de apenas 10% de RJI para os docentes das Fatecs;
- Fim de um limitador de 20% de servidores que poderiam evoluir;
- Extensão da contagem do efetivo exercício (tempo de serviço) para TODOS os trabalhadores do Centro Paula Souza, (na proposta original do governo, o pessoal técnico-administrativo não estava incluído).
Durante a pandemia de Covid-19, a atuação do Sinteps foi muito expressiva, indo além da luta salarial. Em meio às pressões pelo retorno presencial em 2021, o Sindicato defendeu a posição de que isso deveria ocorrer somente após a garantia de vacinação e condições sanitárias seguras para todos. Frente à pressão da Superintendência do Centro pelo retorno, o Sinteps indicou à categoria uma greve diferente, até então inédita no país: a greve sanitária, na qual os trabalhadores seguiriam atuando, mas em formato online. O movimento, que durou dois meses e meio, garantiu a segurança sanitária dos grevistas e estudantes, tempo necessário para que muitos, inclusive, tomassem a segunda dose da vacina, e para que a maioria dos estudantes tomasse ao menos a primeira dose.
Em 2023, uma nova greve, tendo a revisão da carreira como ponto central, mobilizou amplamente a categoria e forçou a Superintendência do Centro a apresentar uma proposta. Em 2024, com greves de um dia e cobranças sistemáticas do Sindicato, finalmente a direção do Centro divulgou uma proposta completa, posteriormente encaminhada ao governo. Reivindicações históricas, como a jornada docente (embora diferente da que é defendida pelo Sindicato) e a valorização salarial dos administrativos, foram incluídas na proposta claramente por pressão do Sinteps.
Em 2025, já realizamos um dia de greve em 19 de março, com bons frutos. Após informar que o projeto de carreira se encontra em análise na Secretaria de Gestão e Governo Digital, devendo retornar ao Centro para possíveis alterações, a Superintendência comprometeu-se a debater com a comunidade as eventuais mudanças que serão feitas na proposta original. O Sinteps também aproveitará o momento para defender as mudanças que considera importantes, (clique para conferir as mudanças que o Sinteps defende na proposta elaborada pelo Centro).
Também como fruto da greve de 19 de março, o Sindicato conseguiu negociar alguns pontos importantes (a licença sem vencimentos de 2 anos para todos os trabalhadores sem discriminação de regime de trabalho; a garantia de limite máximo de 10 horas-aula diárias para os docentes que assim o desejarem; a contagem de tempo dos contratos determinados para a evolução funcional). Sobre estes pontos, o Sinteps cobrou o Centro para que divulgue detalhes e datas de vigência (clique para conferir).
Segue a luta! Nova greve e audiência pública em 12 de maio
Vamos realizar um novo dia de greve, em 12 de maio, que contará com a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa (Alesp), das 9h às 12h, na qual daremos visibilidade às nossas reivindicações.
O indicativo do Sinteps é:
- Unidades da capital e Grande SP: participar da audiência pública na Alesp.
- Unidades do interior e litoral: organizar atos nas unidades (sempre convidando a imprensa), ir às câmaras municipais para assistir a audiência pública coletivamente (articular com vereadores como viabilizar a transmissão). Também será uma boa oportunidade de colher moções de apoio entre os vereadores, lembrando que 2026 é ano eleitoral!
Todos os subsídios, inclusive modelo de moção, estão no site, no item “Greve em 12/5/2025”.
29/4 tem live: Tudo sobre a greve!
Com o objetivo de ampliar o debate sobre a importância da greve, o Sinteps realizará uma live em 29/4, terça-feira, 16h. Vai ser o momento ideal para você esclarecer suas dúvidas, falar da organização na sua unidade, saber detalhes etc.
Assista pelo canal da TV Sinteps, em youtube.com/live/0-jNn0gM6mA.















