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Vestibular 2025: Erros e dúvidas marcam troca de empresa e geram preocupação com futuro das FATECs

Vestibular 2025: Erros e dúvidas marcam troca de empresa e geram preocupação com futuro das FATECs

Empresa contratada para substituir a FAT mostra-se estranha à realidade da instituição.

Empresa contratada para substituir a FAT mostra-se estranha à realidade da instituição. Superintendência precisa agir em defesa dos cursos. Sinteps tem propostas para incrementar Vestibular e Vestibulinho       

O Vestibular 2025 nas FATECs tem sido motivo de preocupação adicional para professores e funcionários das unidades. Neste ano, a comunidade foi pega de surpresa pela substituição da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), que tradicionalmente organizava o processo, pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN). Como mostra seu site, trata-se de uma empresa sediada em Brasília e que tem como carro chefe a realização de concursos públicos.

O Sinteps recebeu várias dúvidas e preocupações da comunidade. São questões sérias, que se juntam à política adotada pela Superintendência, de exigir relação mínima de 1,5 candidatos para não fechar turmas. Somados, esses fatores reforçam a impressão de descaso com o futuro de uma das principais instituições de educação tecnológica pública do país.

Estas são algumas das queixas recebidas pelo Sinteps, relativas às falhas da IDECAN:

  • A empresa não tinha ideia de quantos cursos as FATECs oferecem. Nas reuniões preliminares, disseram estar preparados para aplicar a prova a 20 mil candidatos e ficaram surpresos ao saber que esse total é de aproximadamente 170 mil;
  • O sistema de inscrição é confuso e pouco intuitivo, com sérios riscos de haver erros e, com isso, desmotivar os candidatos. A impressão é que estão aproveitando o formato de concursos públicos para o Vestibular;
  • Demoram a responder os questionamentos e dúvidas;
  • Não estão fornecendo dados dos candidatos, o que torna impossível acompanhar o pagamento e entrar em contato com eles;
  • Não fornecem informações sobre o número de inscrições;
  • A divulgação, que deveria ser feita pela empresa, é inexistente: não fizeram a arte do cartaz impresso para divulgação em locais estratégicos; não se encontra nada sobre o vestibular nas mídias sociais. A verba destinada para a divulgação foi reduzida de R$ 6.000,00 para R$ 2.500,00;
  • A data agendada para as provas (12 de janeiro) pode contribuir para uma maior evasão. O mês de dezembro, historicamente, mostrou-se um período mais favorável.

O Sinteps entende que a Administração Central tem o papel e o dever de se inteirar destes problemas e cobrar da empresa contratada as devidas soluções em relação ao Vestibular das FATECs.

É urgente proteger as FATECs e as ETECs!

Não dá mais para a comunidade ser a única responsável pelo vestibular e pelo vestibulinho! Para que o Vestibular e o Vestibulinho sejam bem-sucedidos, o Sinteps propõe:

  • O Ceeteps deverá elaborar e promover um plano estratégico de ampla divulgação dos cursos, das datas de Vestibular e Vestibulinho, direcionado aos diferentes segmentos, veiculado tanto na imprensa tradicional (jornais, TVs, revistas, rádios etc.) quanto nas mídias sociais. Tal proposta deve incluir a possibilidade das isenções, a gratuidade e a qualidade de ensino nas ETECs e FATECs, assim como proporcionar material de divulgação para as unidades, bem como recursos para o trabalho de divulgação local.
  • Elaborar com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, assim como com as secretarias municipais de educação, um programa articulado de divulgação das ETECs e FATECs para a comunidade discente das respectivas escolas, proporcionando contato com os cursos de ensino técnico e tecnológico e suas possibilidades.
  • Instituir nas FATECs um programa de extensão voltado para os estudantes visitarem as escolas em que estudaram, incentivado a comunidade a participar do Vestibular, conhecerem os cursos superiores de tecnologia e estreitar a relação faculdade-escola, aos moldes da iniciativa existente na USP "De volta à escola."
  • As ações do Ceeteps devem ser orientadas para cumprir o disposto na Lei n. 16.279/2016, que institui o Plano Estadual de Educação de São Paulo, garantindo oportunidades de acesso ao ensino tecnológico gratuito à população paulista. O papel social da escola pública deve ser o norteador para o Ceeteps no estabelecimento dos critérios de fechamento, bem como na garantia de abertura e funcionamento dos cursos.

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