Documento explica as razões da paralisação, cobra recomposição salarial e denuncia falta de negociação real na Data-Base 2026
O SINTEPS divulga uma Carta Aberta dirigida a toda a comunidade das ETECs e FATECs com as explicações dos motivos que levaram a categoria a parar suas atividades e entrar em greve no dia 15 de setembro. O documento informa que a mobilização tem uma pauta clara: a recomposição das perdas inflacionárias dos salários e a abertura de uma negociação de verdade sobre a Data-Base 2026, que seja digna e boa aos trabalhadores.
Neste momento, após a convocação, os associados devem organizar as assembleias setoriais em seus locais de trabalho, além de preencher a ata da assembleia e enviar até o dia 10/09 para o e-mail
Segundo Fernando Salvador, presidente do SINTEPS, o momento é de mobilização e união. “Contamos com o apoio e engajamento de todos. A luta é por direitos e é coletiva. Apenas com a união da categoria será possível alcançar os objetivos e interesses dos trabalhadores e trabalhadoras”.
Salário perdendo valor há anos
É fato que os trabalhadores do Centro Paula Souza não tiveram nenhum reajuste salarial em 2026. A carta lembra que, no governo Tarcísio, o funcionalismo recebeu 6% de reajuste em 2023, ficou sem qualquer reposição em 2024 e teve 5% em 2025. São percentuais que, somados, não cobrem a inflação acumulada do período. Isso significa que o mesmo salário compra cada vez menos alimentação, moradia, transporte e saúde e compromete a qualidade de vida e o bem-estar dos trabalhadores.
O documento também desfaz um argumento comum neste período: a legislação eleitoral não impede o governo de recompor as perdas inflacionárias do ano. O que a lei restringe é a concessão de revisão geral que ultrapasse a perda do poder aquisitivo ocorrida no próprio ano eleitoral. Ou seja, recompor o que já foi perdido em 2026 é plenamente possível e, para o SINTEPS, não há justificativa para que isso não tenha ocorrido até agora.
Data-Base sem negociação concreta
A Carta Aberta também detalha o andamento da Data-Base 2026. Em março, o Sindicato entregou ao Governo do Estado a Pauta de Reivindicações da categoria, construída a partir das demandas dos próprios trabalhadores. Em resposta, o SINTEPS recebeu do governador uma manifestação genérica, sem negociação concreta dos itens apresentados.
Para o SINTEPS, negociar não pode significar apenas protocolar uma pauta e receber uma carta de volta. Negociar significa sentar-se à mesa, discutir as reivindicações, apresentar propostas e buscar soluções. É exatamente isso que a categoria está cobrando do governo estadual.
Uma luta também pela qualidade do ensino público
A carta reforça que a mobilização é em defesa dos estudantes e de toda comunidade escolar. Professores, auxiliares de docentes e trabalhadores administrativos são apontados como a maior riqueza do Centro Paula Souza. São estes profissionais que garantem, no dia a dia, o funcionamento e a qualidade reconhecida das ETECs e FATECs. Por isso, valorizar esses profissionais é também valorizar a educação pública, gratuita e de qualidade.
Live e Convocação para o dia 15
Mai detalhes sobre a greve, além de troca de informações e conhecimento entre a comunidade, serão debatidos e aprofundados em uma live, que será realizada na próxima quinta-feira, dia 27, às 17h, no canal de YouTube do SINTEPS.
O SINTEPS convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do Centro Paula Souza a participarem da greve no dia 15 de setembro, e pede à comunidade escolar apoio e solidariedade à mobilização.


