Subsecretária se diz aberta ao diálogo, mas enfatiza pontos que são basilares para o governo
Diretores do Sinteps foram recebidos pela titular da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, Eva Lorena Ferreira, em 19/5/2026, tendo como pauta a revisão da carreira dos trabalhadores do Centro Paula Souza. A reunião foi intermediada pela deputada estadual Professora Bebel, como resultado da audiência pública realizada em 17 de março, que também esteve presente. A subsecretária estava acompanhada dos assessores Rodrigo Marin e Jorge Rodriguez. Pelo Sindicato, compareceram o presidente, Fernando Salvador, e os diretores Felipe Chadi, Rafael Macedo e Paulo Murger.
Conforme informações recebidas pelo Sinteps, a minuta da carreira havia passado pela Subsecretaria e devolvida ao Centro, para “adequações”. Eva Lorena confirmou o fato, mas não quis entrar em detalhe sobre o que foi solicitado em termos de mudanças. Ela explicou que se trata de ajustes necessários para seguir as diretrizes que o governo do estado quer ver implantadas nas carreiras do funcionalismo. Relatou, ainda, que o assunto foi longamente discutido cerca de duas semanas atrás com o presidente do Centro, Clóvis Dias, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan.
Sobre a tramitação, Eva Lorena disse que, após a devolutiva do Centro, o texto teria um percurso a fazer, como mostra a imagem a seguir:

Ela acredita que, considerando o ano eleitoral, a revisão da carreira não siga para deliberação em 2026. Ela prevê que a carreira do Centro ainda será discutida ao longo deste ano. A carreira dos policiais civis foi enviada pelo governador à Alesp no limite do prazo para tramitação este ano, no início de abril. Confira matéria sobre isso aqui.
Os representantes do Sinteps lembraram que a entidade discorda de vários pontos que o governo já havia apontado anteriormente, como é o caso do pagamento por subsídio, a ausência de jornada docente, o enquadramento salarial com regras que não valorizam o tempo de carreira, a extinção dos cargos de nível médio (agentes técnico-administrativos e auxiliares docentes, que passariam a ser cargos em extinção), o limite de 70% para o total de aptos a evoluir. Frisaram, ainda, a necessidade manter as tabelas salariais nos patamares previstos na proposta inicial do Centro.
A subsecretária e seus assessores deixaram claro que alguns pontos – como o pagamento por subsídio, o limite de 70% de para evolução funcional e a não existência da jornada são básicos para o governo. Quanto às tabelas salariais, disseram que a decisão não lhes cabe, mas sim à Secretaria da Fazenda. Em relação aos demais pontos questionados pelo Sindicato, afirmaram que é possível dialogar. Ela relatou que, na reunião com o presidente do Centro, ele também havia apontado a necessidade de avançar em alguns pontos, como é o caso de haver critérios para enquadramento que valorizem tempo e formação, manutenção dos cargos de nível médio, entre outros. A subsecretária relatou ter pedido ao Centro que apresente propostas concretas nesse sentido, para que sua pasta possa analisar e ver se são viáveis. Também se comprometeu a encaminhar ao Sinteps as diretrizes apresentadas na Instrução Normativa que norteia as carreiras do estado de São Paulo.
Sinteps solicita abertura ao Centro
Frente às colocações da subsecretária de Gestão de Pessoas, o Sinteps está reforçando ao Centro a necessidade de ouvir a entidade para que a minuta a ser devolvida ao governo contemple as necessidades da categoria.
O Sindicato agradece à deputada Professora Bebel pelo contínuo apoio às lutas da entidade.


