Estatísticas apontam aumento da violência e do feminicídio. No Dia Internacional da Mulher, vamos às ruas na capital e no interior. Veja locais e participe
O Dia Internacional da Mulher em 2026 tem a violência de gênero e o feminicídio como temas centrais. E não é por acaso.
Em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar. Em 71% dos casos, havia crianças presentes; a casa segue sendo o principal local da violência. No país, foram 1.470 feminicídios no ano passado.
O estado de São Paulo registrou 266 casos de feminicídio em 2025, o maior número desde que a série histórica foi iniciada. Na capital, houve um recorde histórico, com 60 mulheres assassinadas por razões de gênero.
A violência cresce, mas os investimentos públicos para combatê-la diminuem no estado de São Paulo. Dados levantados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) mostram que, em 2025, quase 70% do orçamento destinado ao enfrentamento à violência contra a mulher ficaram sem utilização até dezembro. O programa contava com orçamento de R$ 8,7 milhões, mas somente R$ 2,6 milhões foram empenhados.
Com a educação, isso pode ser transformado!
O Sinteps entende que a educação tem uma função essencial a cumprir, para superar a desigualdade e a cultura de violência contra as mulheres. Por isso chama toda a comunidade do Centro Paula Souza a participar e discutir essa bandeira que é de todos nós: por um Brasil de mulheres vivas! O Sindicato tem esse compromisso!
Mercado de trabalho e desigualdade
Dados do Boletim Mulheres no Mercado de Trabalho, publicado em 2025 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que as mulheres ainda enfrentam desigualdades estruturais.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023 (PNAD), realizada pelo IBGE, o rendimento médio das mulheres ocupadas corresponde a cerca de 78% do que é pago aos homens. Em relação a cargos de liderança, dados relativos a 2023 apontam que elas ocupam aproximadamente 37% dos cargos gerenciais.
Outras pautas relevantes
As atividades organizadas pela CUT para o Dia Internacional da Mulher deste ano também trazem outras pautas que cercam a vida das mulheres, como a luta pelo fim da escala 6X1 com diminuição da jornada sem redução salarial, a ampliação da representação política, por mais políticas públicas e em defesa da soberania dos povos.
Atos e atividades
No 8 de março, estão previstas manifestações na capital e interior. Em São Paulo, será no vão livre do MASP, na avenida Paulista, a partir das 14h.
A CUT e outras entidades dos movimentos sociais também organizaram atos públicos e atividades em dezenas de cidades. Informe-se e participe! Neste link, você encontra detalhes sobre o ABC, Bauru, Campinas, Limeira, Osasco, Praia Grande, São José dos Campos, Sorocaba.
SINTEPS VIGILANTE E SEMPRE NA LUTA!


