Ponto de partida é análise dos pontos expostos pela direção da instituição em 10/11
Após a exposição feita pela direção do Centro Paula Souza em 10/11, com os pontos propostos para a revisão da carreira, a direção do Sinteps debruçou-se a avaliar o conteúdo, pontos negativos e positivos.
A exposição trouxe as propostas (ainda inacabadas, segundo o vice-presidente do Centro, professor Maycon Geres) da comissão criada para alterar a proposta original da instituição, a partir das mudanças exigidas pelo governo.
Em matéria divulgada em 12/11, logo depois da reunião do Conselho Diretor da entidade, o Sindicato já listou algumas críticas. A principal mudança exigida pelo governo do estado é a instituição do pagamento por subsídios. Deixariam de existir os adicionais por tempo de serviço (quinquênio, sexta-parte etc.); os atuais servidores incorporariam o que já recebem na hora do enquadramento no novo regime por subsídio. Na avaliação do Sindicato, o regime de subsídio é extremamente prejudicial, não só por extinguir os adicionais por tempo de serviço, mas por gerar uma estagnação salarial que impactará diretamente o servidor na hora da aposentadoria. Clique aqui para conferir a íntegra da matéria.
No dia 13/12, durante a reunião do Conselho Deliberativo (CD) do Centro Paula Souza, os representantes do Sinteps levaram sugestões de alterações e inserções ao que está sendo proposto pela instituição. Trata-se de um ponto de partida para delimitar os itens que o Sindicato quer mudar. Eles foram dirigidos por ofício ao presidente da comissão da carreira do Centro, professor Marcelo Neublum Capuano. Confira:
- Somos contrários à remuneração dos trabalhadores por subsídio, tendo em vista que a categoria é majoritariamente concursada pelo regime da CLT e não se vislumbra na legislação brasileira pagamento para trabalhadores no regime celetista;
- Somos contrários ao limitador de 70% de promoção dos elegíveis; tal medida é um ataque aos direitos das pessoas;
- Imperiosa revisão da tabela do pessoal Auxiliar de Apoio, visto que a imensa maioria dos atuais trabalhadores já se encontra acima do teto proposto;
- Manter a evolução funcional desse pessoal, uma vez que a carreira em vigor (onde já estão em extinção) prevê evolução funcional;
- Estabelecer para esse pessoal o mesmo parâmetro de matriz 6x3, assim como foi estabelecido na proposta para os técnicos de Saúde, que também estão em extinção;
- Estabelecer jornada de 36 horas para todos os segmentos do Centro. Isonomia no tratamento do pessoal docente e técnico administrativo;
- Inclusão de um mecanismo anual de reajuste das tabelas;
- Implementação do regime de dedicação exclusiva para os trabalhadores que assim desejarem;
- Considerar nas disposições transitórias o enquadramento por tempo de serviço e, também, pelas titulações que estão sendo adquiridas no decorrer do tempo pelos trabalhadores da ativa (docentes e técnico-administrativos), visando o seu enquadramento nas normais atuais. Ignorar a valorização dos trabalhadores na nova carreira seria um retrocesso;
- Incluir, enquanto autarquia de regime especial, benefícios similares às demais autarquias de regime especial do estado de São Paulo, como vale alimentação, vale refeição, plano de saúde para todos;
- Readequação das tabelas do pessoal de nível superior com o teto sendo igual ao teto do governador (Professor de FATEC, Professor de ETEC e Especialistas); por extensão, readequar as demais tabelas;
- Manter os auxiliares de docente na mesma classe dos docentes, para manter as atividades pedagógicas por eles desenvolvidas.
- Abertura de concurso público para provimento das vagas de todas as classes do Centro Paula Souza (pessoal administrativo, docente de ETEC e docente de FATEC).


