O dia da greve mal começou e as orientações contra o movimento paradista estão circulando a todo vapor no Centro Paula Souza.
A diretoria do sindicato vem a público denunciar as orientações que trabalhadores estão recebendo de determinadas chefias imediatas e de algumas supervisões regionais desde a manhã de hoje, 15 de setembro.
Desde a suposta obrigação dos trabalhadores em registrarem “greve” em seu ponto eletrônico, até a invenção de uma regra para os grevistas cumprirem o horário dentro do pátio da unidade.
Esses absurdos servem para confundir, desistimular e colocar em suspeita o direito à livre participação de cada pessoa. A orientação que o sindicato sempre repassou é: greve é cruzar os braços, não entrar na unidade. Se possível converse com a imprensa local ou procure ajuda do sindicato para organizar na sua região.
Este direito é constitucional e previsto em lei, conforme a Lei 7783/1989, que fala a respeito do direito à greve:
“Artigo 6º
(…)
§ 2º - É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.”
O direito à greve é um direito assegurado pela Consttuição Federal e pela CLT, não cabendo interpretações das direções locais ou das supervisões interfirirem ou criarem obstáculosp para prejudicar. A Presidência do Centro Paula Souza deve vigiar as informações que estão sendo repassadas sob a justificava de que “veio orientação de São Paulo.”
A diretoria do SINTEPS já acionou o seu departamento jurídico, que está acompanhando e avaliando cada denúncia recebida desde as primeiras horas da manhã e se necessário irá acionar as medidas cabíveis.
Confirmamos a paralização em toda a rede de ETECs e FATECs do estado de São Paulo e convocamos todos para o ato marcado para às 14h, em frente à sede do Centro Paula Souza, localizada na Rua dos Andradas, 140.


