De insumos básicos a problemas sérios de infraestrutura, escolas são exemplos da falta de prioridade à educação pública
O Sinteps vem recebendo dezenas de queixas de problemas variados nas ETECs e FATECs, todos oriundos da falta de recursos e de prioridade por parte do governo do estado. As mais recentes dão conta da falta de itens prosaicos, como papel higiênico, papel toalha e sulfite. Em algumas unidades, a situação se arrasta desde abril. Também há denúncias de banheiros com vasos quebrados e sem condições de uso.
A situação contrasta com o discurso do governo do estado, que anunciou em junho, com grande estardalhaço, um plano de investimento de R$ 1,2 bilhão para “modernização da infraestrutura das ETECs e FATECs de todo o estado”. Cadê os recursos?
A ausência destes materiais simples e baratos é apenas a ponta do iceberg. Os graves problemas de infraestrutura vêm sendo denunciados pelo Sinteps há tempos: casos de alagamento e infiltração, rachaduras, quedas de tetos, elevadores em situação de risco, mato alto, animais peçonhentos, entre outros. As denúncias foram colhidas in loco e, também, por meio de um Forms específico (https://tinyurl.com/estruturaCPS), que continua ativo.
Esse caos tem explicação: Desde o começo dos anos 2000, a instituição passou por um grande processo de expansão de unidades, que não veio acompanhado do investimento necessário para a manutenção e preservação das instalações, sem falar no arrocho salarial e na falta de concursos públicos. Essa política leva ao sucateamento das unidades, colocando em risco a segurança e a saúde de trabalhadores e estudantes.
É hora de o governo transformar o discurso em prioridade. As ETECs e FATECs são parte fundamental da educação pública paulista, essenciais para o desenvolvimento do estado e do país.


