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Saúde Mental: SINTEPS enfatiza cuidado com a saúde mental dos profissionais da educação

Saúde Mental: SINTEPS enfatiza cuidado com a saúde dos profissionais da educação

Sindicato possui convênio com a clínica Re'Florecer e alerta para sinais de adoecimento entre docentes e servidores do Centro Paula Souza

Todos os anos, o Setembro Amarelo, campanha nacional e internacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida, abre espaço para informações sobre a importância dos cuidados com a saúde mental, além do debate sobre o adoecimento mental dos trabalhadores brasileiros. Entre os profissionais da educação, categoria marcada por rotinas intensas, alta responsabilidade emocional e, em algumas situações, condições de trabalho precarizadas, essa discussão se faz necessária de maneira permanente. Neste mês de conscientização, o SINTEPS renova seu compromisso com o cuidado integral da categoria e amplia a divulgação de canais de apoio disponíveis aos trabalhadores das ETECs e FATECs.

A rotina docente e a atuação nos serviços administrativos da rede envolvem fatores de risco, que são conhecidos: jornadas extensas, pressão por resultados, sobrecarga emocional no contato diário com estudantes e, em muitos casos, o acúmulo de funções em um cenário de privatizações e precarização do trabalho. O Centro Paula Souza também falha em não oferecer um plano de saúde institucional e não promover novas aberturas para concursos públicos. Além disso, são necessárias mais opções de cuidados aos trabalhadores e trabalhadoras. Não basta atividades on-line para quem não possuem tempo hábil ou condições para participar. Esses elementos, somados ao estigma que ainda cerca o tema da saúde mental no ambiente de trabalho, podem retardar a busca por ajuda especializada. É justamente esse silêncio que o mês de conscientização busca romper.

Quando falamos em educação, pensamos imediatamente em ensinar, cuidar e transformar vidas. Mas quem cuida de quem está todos os dias cuidando dos outros? Segundo a psicóloga Sueli Teixeira, a saúde mental dos profissionais da educação precisa ser observada. “É importante prestar atenção quando mudanças começam a interferir na rotina. Cansaço constante, irritabilidade, ansiedade, dificuldade para dormir, falta de motivação, isolamento, sensação de incapacidade ou de estar sempre no limite são sinais que não devem ser ignorados. E isso vale tanto para nós mesmos quanto para colegas que convivem conosco.”

Para tornar esse cuidado mais acessível à categoria, o SINTEPS mantém um convênio com a clínica Re'florecer, localizada no bairro do Tatuapé, Rua Dr. Ângelo Vita, n° 43, próximo à estação Carrão do Metrô, que oferece atendimento psicológico especializado aos trabalhadores sindicalizados. A clínica oferece atendimento presencial e virtual, em algumas especialidades. Associados(as) e seus dependentes diretos possuem preços promocionais, em diversos serviços de saúde, especialmente em psicoterapia, com preço exclusivo SINTEPS de R$70,00. O agendamento é feito diretamente com a clínica pelos números (11) 93213-7359 ou (11) 99165-8441. Para ter acesso aos benefícios basta apresentar sua carteirinha ou declaração de associado(a).

Ainda de acordo com a psicóloga, alguns fatores explicam por que professores são especialmente vulneráveis ao adoecimento mental “O profissional da educação lida diariamente com muitas responsabilidades: alunos, famílias, cobranças, conflitos, excesso de trabalho e, muitas vezes, pouca valorização. Além de ensinar, o professor frequentemente assume um papel de acolhimento emocional. Essa sobrecarga, quando se torna contínua e não há espaço para cuidar de si, pode levar ao esgotamento.”

“O primeiro passo é reconhecer que você não precisa enfrentar tudo sozinho. Não espere chegar ao limite para procurar ajuda. Converse com alguém de confiança e busque um profissional qualificado. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza; é uma atitude de cuidado, prevenção e respeito com a própria saúde mental.”

Sueli Teixeira, psicóloga na Clínica Re'florecer

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Busque ajuda sempre que precisar

Quem precisar de apoio emocional pode entrar em contato com o CVV pelo telefone 188 ou acessar o site www.cvv.org.br, onde também estão disponíveis atendimento por chat, e-mail e outras informações sobre o trabalho da instituição.

O CVV oferece o serviço voluntário de escuta de forma anônima, gratuita e com empatia. Disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

 

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