LC 226/2026 incorpora o período e autoriza entes federativos a pagar retroativos
Após a sanção do presidente Lula, o descongelamento dos 583 dias confiscados durante a pandemia de Covid-19 agora está previsto na Lei Complementar (LC) 226/2026. A lei foi publicada no Diário Oficial da União de 13/1/2026.
Era a última etapa que faltava após a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 143/2020 – conhecido como “Descongela, já!”, de autoria da então deputada e hoje senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que trouxe apensados cerca de 30 projetos com teor semelhante, entre eles o PLP 21/2023, da deputada Luciene Cavalcanti (PSOL-SP).
Para relembrar
Em meio à pandemia, a edição da LC 173/2026, por iniciativa do governo Bolsonaro, determinou o congelamento da contagem de tempo de serviço do funcionalismo público – de 28/5/2020 a 31/12/2021 – para fins de quinquênio, sexta-parte e licença-prêmio. Uma enorme injustiça, já que os servidores e a servidoras continuaram trabalhando durante todo o período!
A luta pela reversão da medida foi travada por sindicatos do funcionalismo em todo o país, entre eles o Sinteps, nas esferas judicial e política, culminando agora na aprovação da lei.
A partir de quando?
A LC 226/2026 (clique aqui para acessar) reverte os efeitos da LC 173/2020 e reconhece a contagem do tempo para servidores federais, estaduais e municipais (celetistas e autárquicos).
O entendimento geral é que a LC 226/2026 se aplica a partir de 13/1/2026. Com a devolução dos dias, caso o/a servidor/a tenha conseguido completar o tempo para um quinquênio, por exemplo, ele deverá ter 5% acrescidos ao salário. A licença-prêmio também deverá ser recalculada.
Para os/as aposentados/as com paridade, haverá benefício somente se, antes de fecharem a contagem de tempo de serviço para aposentadoria, faltasse de 1 a 583 dias para terem direito a mais um quinquênio, sexta-parte ou licença-prêmio. Nesse caso, deverão ter o benefício recalculado.
Quanto aos valores monetários retroativos, o artigo 2º da LC 226/2026 não obriga, mas permite o pagamento, que ficará a critério de cada ente (União, estados e municípios), desde que tenha decretado estado de calamidade pública devido à pandemia e conte com orçamento disponível. Será necessário pressionar o governador Tarcísio em ano eleitoral para que ele cumpra e devolva nossos direitos!
Conforme o Sinteps demonstrou nas audiências públicas do orçamento em 2025, não faltam recursos financeiros para o estado de São Paulo investir, falta vontade política. Veja mais em https://youtu.be/46Ev3y6GKjE?si=e4DkI_KgXsu5W7AI.
Sinteps já oficiou o Centro
Tão logo a lei foi publicada, o Sinteps oficiou a presidência do Centro Paula Souza para saber sobre as iniciativas práticas que serão adotadas para implementar a devolução dos tempos congelados e sobre seu posicionamento em relação aos retroativos. Também solicitou uma reunião sobre o tema
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