projeto de reajuste de Alckmin

O projeto de lei complementar (PLC) 1/2018, enviado pelo governador Geraldo Alckmin, instituindo reajuste para o funcionalismo público paulista, continua tramitando na Assembleia Legislativa (Alesp). A relatoria está a cargo do deputado Marcos Zerbini (PSDB).


O projeto prevê reajuste de 3,5% para todo o funcionalismo. A exceção ficou os policiais (4%) e professores (7%). O reajuste é válido a partir de 1/2/2018, mas só entrará em vigor após aprovação de projeto na Alesp. Os servidores com direito ao auxílio-alimentação (os que ganham até R$ 3.777,90) tiveram o valor alterado de R$ 8 para R$ 12. No caso do Ceeteps, os professores e auxiliares de docente terão 7%, enquanto os administrativos receberão 3,5%. Considerando que estamos há quatro anos sem reajuste e com reivindicações pendentes de anos anteriores, tais índices ficam muito aquém do que precisamos para recompor nosso poder de compra.

 

Emendas

O Sinteps está apoiando duas emendas ao projeto, que procuram ampliar os índices previstos no projeto do governador. São elas: 

  • Emenda 13, do deputado Carlos Giannazi (PSOL), que reivindica um reajuste de 31,4% para todo o funcionalismo, correspondente à inflação desde julho/2013, medida pelo INPC/Dieese.
  • Emenda 40, do deputado Paulo Rillo (PT), que reivindica a extensão do índice de 7% para todos.

 

Pressão

A Diretoria Executiva do Sinteps orienta os trabalhadores a enviarem e-mails ao relator do projeto na Alesp, reivindicando apoio às emendas. O e-mail do deputado Marcos Zerbini é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Sugestão de texto:

 

“Prezado deputado Zerbini,

Relator do PLC 1/2018

 

Nós, trabalhadores do Centro Paula Souza, que mantém as Escolas Técnicas (ETECs) e Faculdades de Tecnologia (FATECs), reivindicamos a Vossa Senhoria que acolha as emendas de número 13 e 40 ao PLC 1/2018, de autoria do governador Geraldo Alckmin. Tais emendas visam a ampliação dos índices de reajuste aos funcionários públicos do estado de São Paulo, considerando que os nossos salários estão sem qualquer reposição inflacionária há quatro anos.


Certos da sua sensibilidade, conscientes do nosso papel para a garantia da qualidade dos serviços prestados ao povo paulista, pedimos que faça justiça com os funcionários públicos de São Paulo. Estaremos atentos aos parlamentares que efetivamente se comprometem com o serviço público e, consequentemente, com a população.”

 

Obs.: E-mail com o mesmo teor pode ser enviado a todos os deputados estaduais. Clique aqui para acessar a lista de e-mails (agrupados para envio único).

 

Data-base 2018

No dia 8 de março, às 14h, ocorrerá uma assembleia geral, na sede do Sinteps, em São Paulo, para tabular o retorno das assembleias setoriais, realizadas durante o mês de fevereiro. A assembleia geral tem como incumbência fechar a pauta de reivindicações e encaminhá-la à Superintendência do Centro Paula Souza e ao governo, dando-lhes um prazo para negociarem com o Sindicato. Findo o prazo, a categoria deverá discutir a necessidade e a pertinência de uma greve geral por tempo indeterminado, definindo sua data, se esta for aprovada.


Logo após a assembleia geral, será realizada uma reunião da direção do Sindicato (Executiva, Regionais e de Base).

 

Nossa pauta

O indicativo de pauta da data-base 2018 traz, ao todo, 26 reivindicações, entre elas: a implantação do Plano de Saúde Institucional, aprovado pela lei 1.240/14; implantação do auxílio alimentação de R$ 850,00 para todos; licença maternidade de 180 dias para todas; revisão da carreira (enquadramento por titulação ao pessoal auxiliar de docente e técnico-administrativo; jornada para os docentes; fim do interstício para a promoção por titulação; fim das avaliações de desempenho para a progressão; retorno da sexta-parte; política salarial do Cruesp; formas de financiamento do Sindicato, entre outras).