Depois da tentativa de impor goela abaixo das unidades a criação de “cursos piloto” em 2018 (clique aqui para saber mais), antecipando o início da reforma do Ensino Médio no Centro Paula Souza, reduzindo os currículos e ameaçando o emprego dos docentes, a Superintendência e o governo sinalizam com uma nova investida contra as ETECs e as FATECs.


Após um injustificável atraso no início da campanha do vestibulinho e do vestibular, tradicionalmente realizada de outubro a meados de dezembro, para surpresa e indignação da comunidade, saiu a informação: as provas serão realizadas em 14/1 (FATECs) e 21/1 (ETECs).


As datas são absurdas, por várias razões:

  • Janeiro já é período de férias, tanto na instituição quanto em muitos setores da sociedade;
  • Em janeiro, muitos possíveis candidatos ao vestibulinho e ao vestibular já terão feito outras opções, sejam em instituições públicas ou privadas;
  • No caso das ETECs, os locais das provas serão divulgados seis dias antes da prova. Quando os resultados forem informados, em 7/2, as aulas já terão começado no Estado e nas particulares. 
  • No caso das FATECs, os locais das provas serão divulgados cinco dias antes do exame. Quando os resultados forem informados, em 5/2, as aulas já terão começado na ampla maioria das universidades. 

 

Nada explica essa sequência de medidas desastrosas (“cursos piloto”, vestibular/Vestibulinho em janeiro), a não ser a tentativa de esvaziar os cursos das ETECs e FATECs e criar um novo modelo para a instituição: cursos com currículos “enxutos” e voltados à formação de mão de obra de baixa qualificação, redução do quadro de pessoal, diminuição nos investimentos, fortalecimento das escolas privadas.


Se não é isso, cabe à Superintendência explicar à comunidade as razões para todas essas iniciativas. E, para minimizar as consequências da realização das provas em janeiro, é preciso algumas medidas essenciais:

  • Concentração de todos os esforços para a realizada de uma ampla e imediata campanha de divulgação do vestibular/vestibulinho.
  • Autorização para funcionamento de todos os cursos que reúnam o mínimo de um candidato por vaga.

 

O Sinteps está cobrando uma audiência com a Superintendência do Centro Paula Souza para debater a questão dos “cursos piloto” e do vestibulinho/vestibular