Forte adesão à greve geral no Centro reafirma insatisfação e disposição de luta. A luta deve prosseguir

Apesar de todo o esforço da grande imprensa, tendo a Rede Globo à frente, em minimizar o impacto do movimento, fato é que a greve geral de 28 de abril convocada pelas centrais sindicais foi um enorme sucesso em todo o país.


Assim como ocorreu no Dia de Luta em 15 de março, um grande número de unidades aderiu à greve geral de 28 de abril no Centro Paula Souza, contra as reformas trabalhista e previdenciária e contra a terceirização. Informaram ao Sinteps a decisão de parar – parcial ou integralmente – 70 unidades, conforme mostra matéria no site.


Esta nova demonstração de insatisfação e disposição de luta dos trabalhadores do Centro contribui para pressionar a Superintendência e o governo do Estado a negociarem seriamente com o Sinteps a pauta de reivindicações dos trabalhadores do Centro. Até este momento, foi realizada apenas uma reunião, no dia 24/3 (clique aqui para ler mais), e a “resposta” foi que não tem dinheiro para implantar nenhuma de nossas reivindicações. Por isso, temos que avançar na mobilização.


A orientação do Sindicato foi pela realização de uma nova rodada de assembleias setoriais até o dia 27 de abril, para posicionamento sobre a proposta de greve geral da categoria por tempo indeterminado, a partir de 5 de maio (clique aqui para ler mais). A tabulação das assembleias setoriais será feita nesta terça-feira, 2/5, e os resultados serão amplamente divulgados. Fique atento.

 

Aderiu à greve geral? Atenção às orientações


Assim como ocorreu após a paralisação de 15 de março, o Sinteps buscará negociar com a Superintendência a reposição e a garantia de todos os direitos dos trabalhadores que aderiram à greve geral em 28 de abril.


Se precisar preencher alguma justificativa para sua ausência no dia da greve, escreva somente: “Adesão à greve geral convocada pelo Sinteps em sintonia com as centrais sindicais brasileiras”. E aguarde novas informações.

 

Os rumos da mobilização. Indicativo é de greve a partir de 5/5

No Centro Paula Souza, estamos em plena campanha salarial, impulsionando a luta contra o arrocho salarial e por condições dignas de trabalho. Nossa data-base, período em que apresentamos ao “patrão” as nossas reivindicações, é 1º de março, mas até agora não houve negociações efetivas.


Pressionada pela mobilização crescente – especialmente com a expressiva adesão das ETECs e FATECs à paralisação de 15/3 – a Superintendência se apressou e encaminhou comunicado sobre o bônus, já para tentar esfriar a mobilização. O que não foi suficiente, conforme é possível constatar pelo resultado acirrado na primeira rodada de assembleias setoriais, que culminou com a decretação do estado de greve. E, com medo que o movimento dos trabalhadores floresça, o governo Alckmin divulgou, após o resultado das assembleias, a intenção de enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei para equiparar o salário dos administrativos ao que prevê a Lei 1.080/2008 (clique aqui para ler mais). Mas isso é ainda pouco e, por enquanto, sequer se concretizou, pois nem uma perspectiva de data para encaminhamento do projeto foi apresentada aos trabalhadores.


Por isso, temos que avançar na mobilização.


Leia mais: Juíza do Trabalho explica o que os trabalhadores perdem com a Reforma Trabalhista.

 

Clique para conferir fotos das manifestações em várias cidades, enviadas pelos trabalhadores do Centro. Se ainda não enviou, mande para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Em caso de vídeos, mande para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .